Depois de ler " As Flores do mal" do poeta francês Charles Baudelaire (cujo qual ganhei de aniversário do meu lindo blogueiro Diego) resolvi tentar escrever poemas. Falando brevemente da obra, alguns poemas são sonetos, ritmados, metrificados e outros são totalmente livres, considerando-o um marco da poesia moderna. Os temas são fortes e humanos, como o amor, a morte, o erotismo, a questão existencial e o tédio. Fiz uma pequena interpretação com todas elas e percebi que Baudelaire se aprofunda em profundos sentimentos do ser humano, tanto bons quanto ruins.
Mas hoje quero mostrar minha criação, e posteriormente, publico uma análise sobre minhas poesias preferidas. Demorei duas semanas para lê-lo - intercalando com outro livro e fazendo minhas observações - e escrevi alguns assim que terminei. Abaixo você lerá sobre uma quarta-feira de janeiro, precisamente dia 29 (um dia após meu aniversário).
"Noite quente e estrelada
Diferentes perfumes se misturavam à mesa
E um medo sentia de estar apagada
Mas nada era tão grande quanto sua beleza.
O tempo passava e as almas estavam separadas
Próximas, tocavam-se porém distantes
Receio talvez, de essências já usadas
Loucura talvez, de momentos vividos antes.
Através de um toque, o corpo dela ardeu
A vontade de ambos era semelhante
Quando finalmente o beijo aconteceu
Ela queria apenas o único semblante.
Pele, roupas, cheiros, se misturaram
Em uma excepcional sintonia
Pensamentos de desejo os alimentaram
O corpo dela gritava de agonia:
Ó céus, pares o tempo"


