- Será que eu preciso ter câncer pra você ver que eu existo?
Na hora eu parei.
Fiquei parada.
Respirei e contei até 10.
Eu juro que fiquei até zonza quando li aquilo.
Primeiro que não entendi. Fiquei pensando porque diabos esse menina postou um negócio desse. Depois quis matá-la. Juro. Eu até acho que ela deveria ser ignorada mas ai pensei melhor e imaginei se há outras garotas como essa por aí.
Eu até imaginei que isso aconteceria, depois achei impossível. Que ilusões seriam criadas ao ver uma histórinha meiga nas telas do cinema. (Isso que nem assisti ao filme ainda). Tipo "Agora e para sempre". O filme é lindo, mas fala sério, quem quer viver com uma doença? Eu já não sei mais o que esperar das pessoas depois que li isso.
Ah! E antes que eu me esqueça, enviarei para ela meu livro (que ganhei do meu melhor amigo) da Esther Grace Earl: "A estrela que nunca vai se apagar", que inspirou o John a escrever a história e a criar a Hazel. O livro é o diário da Esther. Nele não há nenhum garoto, ela nem chegou a dar seu primeiro beijo, que tanto desejava. Se alguém se interessar, leia mais aqui: http://tswgo.org/index.html e veja algumas imagens aqui: http://tswgo.tumblr.com/ (tudo in english).
Mas enfim, era só um desabafo. Achei que esse filme iria mostrar o quão dura é a realidade de adolescentes com câncer. Mas parece essa garota não percebeu. Ou ela está doente psicologicamente ou é ignorante demais pra perceber isso. Por favor, sai desse computador e vai viver. Aproveita que você tem saúde (eu espero). Eu não desejaria isso nunca na vida. Nem a mim, nem a ninguém.
15 de dezembro (dia 14, meia noite....) de 2008
Papo sobre o prato de lagosta
Ontem à noite, Abby e Elise e mamãe e Angie e eu saímos para jantar! Pegamos dois cilindros grandes de oxigênio e três pequenos, só para garantir uma noite agradável. Fomos de carro até o restaurante! O plano inicial era ir ao Anthony Piers 4, mas custava uma nota preta, então decidimos ir ao Tia's. Mamãe ligou e descobriu que estava fechado durante o inverno! Droga. Então mamãe escolheu o não tão chique, mas não tão casual, Barking Crab. Chegamos lá e sentamos à nossa mesa ao lado da lareira*.
* Mas não perto demais... ninguém quer que um cilindro de oxigênio exploda. <: i="">
Infelizmente ficamos também perto da porta, e toda vez que alguém a abria sentíamos uma lufada de ar gelado. Brr! D: Fora isso estava confortável. Aparentemente, o banheiro era lá fora, mas só Elise e Angie precisaram fazer xixi, então, haha!
Pedimos um balde de patas de caranguejo de entrada, e anéis de cebola também. As patas de caranguejo eram muito estranhas! E não fazíamos ideia de como tirar a carne da casca, então perguntamos, e a garçonete trouxe uma pedra enorme para usarmos para quebrar!
É assim: você coloca a pata de caranguejo no meio do prato de papel e dobra o prato por cima dela. Depois, pega a pedra e bate no prato de papel dobrado, bem em cima do caranguejo, até ouvir um estalo. Depois, abre o prato, pega a pata e tira a casca até ver a carne. Aí, com o garfo/os dedos puxa a carne e come! Não achei incrível, mas também não estava ruim.
Depois, pedi lagosta. Uma lagosta INTEIRA. Com as antenas e as patas e tudo. Eles cortaram onde precisava ser cortado e "tudo que eu tive que fazer" foi: 1. Girar as garras para arrancar, e eram duas! 2. Puxar o corpo para trás para o rabo sair. 3. Olhar/rir/enjoar por causa do cocô que sai depois de arrancar o rabo. 4. Arrancar a casca do rabo. 5. Arrancar a carne do troço que parece um osso. 6. Mergulhar a carne na manteiga e comer.
Não foi muito difícil. Infelizmente, meio que gostei do sabor, mas não da textura e dessa coisa meio sei lá. Eca. :/ Comi um pouco, Abby comeu o restante, e comi um montããão de anéis de cebola. Estavam uma delícia.
Ei, eu estava pensando, sabe quando as pessoas têm listas de coisas que querem fazer antes de morrer se tiverem oportunidade? Quero fazer uma coisa assim. Mas ainda não sei. Tem algumas coisas que eu faria se não tivesse dificuldade de respirar:
1) Montar uma barraquinha no centro da cidade com o cartaz escrito "abraços grátis" e abraçar quem quisesse.
2) Fazer alguma coisa por crianças doentes.
3) Experimentar várias comidas diferentes.
4) Ir para a Índia.
5) Testemunhar uma coisa realmente incrível.
6) Fazer mais.
Mas não sei. Eu gostaria de fazer coisas e apenas VIVER, porque, se eu morrer logo, ficar sentada no meu quarto e sair de vez em quando não vai dar certo. É tão difícil me mexer. Sabe do que eu tô falando? É a vida. (Boa noite...)

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