Eu queria saber se, ao deitar sua cabeça no travesseiro e fechar os olhos, você me vê. Porque eu te vejo. E vejo nossos momentos felizes se repetirem todas as noites. Foram tantas coisas que me confundo com realidade e sonho, por tamanha felicidade. Então preciso abrir meus olhos, e o teto escuro iluminado por pequenas estrelas postiças me serve como uma tela de cinema que reproduz a analepse dolorosa.
Eu adorava tudo aquilo.
Eu adorava tudo aquilo.
O modo de como me fazia rir.
Me fazia cantar.
Me fazia sonhar.
E mesmo com tanto tempo, tudo se foi tão de repente.
Como o fim de um bom espetáculo, onde sempre pedimos bis.

Nenhum comentário:
Postar um comentário