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novembro 15, 2015

Saber amar

Desculpa por não saber amar,
Mas de verdade? Eu amo
É tanto amor que não cabe no peito, explode dentro de mim de todas as formas.
As palavras engasgam, os olhos não piscam, o cérebro não pensa, o coração só bate. Eu queria saber amar melhor. Não sei como isso funciona mas eu queria ser uma dessas mulheres de filme que nunca erram. Desculpa, também não sei ser perfeita.
Mas de verdade? Uma coisa que eu sei fazer muito bem é te fazer feliz. Confessa, eu vejo nos teus olhos.
Eles sorriem igual aos meus quando te vejo chegar.

novembro 10, 2015

Quando as luzes se apagam...

Quando as luzes se apagam,
A única coisa que não me toca é o sono.
Crescer é extremamente desgastante.
Eu nunca gostei tanto de chegar em casa e sentir o cheiro da minha cama.
Nunca valorizei tanto minutos a mais que tenho comigo mesma.
É difícil ficar sozinha quando se têm apenas 24 horas por dia.
São tantas pessoas, tantas responsabilidades, tantas vozes,
Tantos faça isso,
Não faça isso
que,
Quando as luzes se apagam
Eu só quero a mim mesma e sonhar acordada com o meu jeito de levar a vida.
Sonhar, quando a realidade corrompe e destrói nossas mentes
É um refúgio sem tamanho.

agosto 06, 2014

Para as paixões que se foram um muito obrigada!

Quem sabe o que seria de mim se ainda estivesse cega em braços errados? Obrigada por me libertarem. Todas as lágrimas de ilusão valeram a pena. É certo que me deixaram fria no começo mas, felizmente, eu consegui enxergar o meu eu novamente. Agora posso ser quem eu sou. Sem luzes. Sem palco. Sem platéia. Somos apenas nós. Apenas a vida. Finalmente sai do poço fundo do passado. Na verdade, me puxaram tão de repente que ainda estou ofegante e meu coração está acelerado. Foi bom vocês terem saído da minha vida. Eu fugi de um mundo imaginário que só me fazia sofrer. Eu achava que estava apaixonada sem saber o que era paixão.
Agora eu sei.


julho 18, 2014

Não dói

Está vendo essa faca cravada em meu peito?
Eu mesma empunhei e finquei-a.
Depressa e sem dor. 
Queria arrancar meu coração e todos os sentimentos inúteis dentro dele.
Mas a lâmina está travada e não sai.
Assim como não consigo tirar você de mim. 
Ao ver o sangue escorrendo sem pausa,
minha respiração enfraqueceu
e inúmeras recordações caem em mim, como as gotas vermelhas no chão.
Eu deveria ter esfaqueado o responsável por elas: meu cérebro.

Depois da vida ter doído tanto
vi que a morte não dói.

julho 14, 2014

Ele.

Ele já disse tantas verdades que não sei porque ainda insiste.
Ele tem vergonha de pegar em sua mão.
Ele te usa e ainda faz você caminhar sozinha de volta pra casa.
Ele prefere falar sobre outras garotas e não pergunta como foi o seu dia.
Ele beija mais 3, enquanto você age feito uma idiota pedindo para ir vê-lo.

E ali, bem no fundo, há um outro cara à sua espera.
Aquele que você tem vergonha de pegar na mão, abusa de suas qualidades e você não se importa com o que ele sente.
Mesmo você falando todas as verdades, ele insiste.

Maldito ciclo de ilusão.

julho 09, 2014

As palavras

Me digam, o que são essas letras unidas que atribuem um sentido?
Eu, mesmo com o prazer de escrever, já não acredito em uma palavra que digito ou escuto.
Elas são tão fáceis. Tão fúteis.
Sinceramente, estou cansada de ler tanta baboseira.
Afinal, essas palavras deveriam ter um sentido além-vocabulário.
Você simplesmente escreve o que quer que alguém leia.
Fala o que quer que alguém escute.
Portanto, pode falar, pode escrever.
Nada em mim mudará.
Mas, o que você sente?

É difícil ser apaixonada pelas pessoas e pelas palavras, por ter que lidar com elas.
Não adianta, eu não acredito em mais nada do que elas dizem.
A questão agora, é agir com o que vem de dentro.

julho 07, 2014

"Como o fim de um bom espetáculo..."

Eu queria saber se, ao deitar sua cabeça no travesseiro e fechar os olhos, você me vê. Porque eu te vejo. E vejo nossos momentos felizes se repetirem todas as noites. Foram tantas coisas que me confundo com realidade e sonho, por tamanha felicidade. Então preciso abrir meus olhos, e o teto escuro iluminado por pequenas estrelas postiças me serve como uma tela de cinema que reproduz a analepse dolorosa.
Eu adorava tudo aquilo. 
O modo de como me fazia rir. 
Me fazia cantar. 
Me fazia sonhar. 
E mesmo com tanto tempo, tudo se foi tão de repente. 
Como o fim de um bom espetáculo, onde sempre pedimos bis.