Os amigos são os mesmos. O quarto tem o mesmo cheiro. As unhas estão pintadas da mesma cor escura de sempre. Ainda usa o mesmo óculos e corte de cabelo. O caderno azul onde escreve seus desabafos continua ao lado da cama. Porém, a garota que ia para balada quase todos os finais de semana, agora lê, trancada em seu refúgio pouco iluminado. Em dias de lua, principalmente. Ela apaga as luzes, acende seu incenso de flores e recebe o brilho do luar por horas. Às vezes canta, às vezes chora, às vezes escreve. Sempre sozinha. Tudo está muito superficial.
As pessoas vivem todos os dias um roteiro, prescritos por elas mesmas. E não arriscam mudar nada. Apenas se fingem e está tudo bem. Se algo fora do plano acontece, tudo desaba e aquele lado bom que a coisa teria, fica perdido. Poucos realmente encaram problemas, o resto só reclama e quer se livrar deles. Essas mentes atarantadas escondem nas próprias peles secas o que possuem de melhor. E há negatividade dentro de muitos corações.
A garota não quer viver em lugares onde as pessoas não são. Por isso, sua própria mente tem sido companheira nos últimos meses. A companhia realmente desejada, porque não há o que esconder de você mesmo. E sinceramente, ela se sente melhor sozinha.
Nenhum comentário:
Postar um comentário