Era uma tarde de quinta-feira quente. Movimentada porém vazia. A garota passou aquele mesmo perfume atrás das orelhas para encontrá-lo. Foi tudo muito divertido, ela riu, sentiu a natureza ao seu redor, olhou o céu sem pressa e pode tocar o seu amado inúmeras vezes. Em vão. Ela não se sentia bem em estar ali. Faltava o desejo. Sentia-se só em meio às pessoas e totalmente ignorada. Ela pensou em beijá-lo diversas vezes, mas o garoto mal olhava em seus olhos. Ele não a tocava. Ele não a beijou como ela havia imaginado. O garoto não fez ela se sentir melhor do que a noite passada, onde ela estava sendo desejada de uma forma nunca sentida antes. E quando finalmente se despediram, ela não sentiu vontade de tê-lo novamente. Apenas fechou os olhos, suspirou com dor no coração e sentiu-se bem por aceitar um amor não correspondido. A questão é até quando ela aguentará viver com a ideia de que o garoto que ela tanto ama deverá ser esquecido por proteção própria. Mesmo quando o coração quer dizer fica, a mente sofrida diz vá.

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