Hoje
eu “tô” crítica. É cada coisa que vejo nas redes sociais que me dão fastio. Pra
mim, modinha é uma coisa que sempre existiu. Um rápido apanhado de fatos nos
mostram grupinhos sociais sobrelevados em diferentes épocas e não preciso
citá-los já que isso não é nenhum texto histórico. Acontece que a internet modificou toda a graça
das novidades. Não sei se é uma coisa minha, mas eu ainda prefiro práticas
antigas quase esquecidas nos dias de hoje (se eu prefiro é uma coisa minha, mas
enfim). Os gostos sempre existiram e as rixas entre grupos também. Acontece que
hoje é tudo muito globalizado. As pessoas encontram na internet sua identidade e esquecem dos valores da vida. E não sei se isso é bom ou ruim. Acredito que assim, muitos se criam de acordo
com o momento e situações vividas por geral. Cada um procura seu gosto, seu
grupo, suas festas, tudo virtualmente. O contato se tornou primeiro virtual e
depois real, e prefiro primeiro ouvir a voz da pessoa e depois teclar com ela. Agora vamos acompanham um diálogo
comum:
-
Conhece fulana?
-
Tenho ela no “face”. É uma p***.
MAIS
QUE RAIO DE CONHECER É ESSE? (Desculpem,
no ódio acabei escrevendo “mais” no lugar de “mas” e isso apenas é aceitável
quando se está com raiva). É sério. Você só conhece alguém e sabe quem ela é quando você convive com ela. Boatos são boatos. As pessoas se julgam muito facilmente
por simplesmente tê-las adicionadas em um círculo. Todo mundo sabe da vida de
todo mundo com apenas um clique. Eu queria saber como eram as coisas
antigamente em relação a escolhas e gostos. Reuniões após as aulas, encontros
no parque de sábado à tarde, cartazes espalhados em murais das escolas,
divulgações orais. Hoje, as pessoas só querem chegar em casa e ligar o
computador. OU PIOR, usar o “wi-fi” pra porra do celular e teclar com pessoas
que você viu no dia, mas não conversou pessoalmente porque é retardado (tipo aquele paquera que “ai
fiquei com vergonha, pelo whats é mais fácil”). E aquele filho do satanás que te convida pra
centenas de eventos podres feitos em fundo de garagem jurando que te conhece e
que você vai só porque confirmou? Eu “tô” cansada disso. As pessoas não escutam
vozes pelo telefone, elas trocam mensagens. É fácil escrever ao invés de olhar nos olhos e falar. Elas curtem fotos ao invés de
curtirem momentos. Elas brigam por gostos musicais como se isso fosse levar a
algum lugar. Elas se transformam pra agradar. Já deu de você ser quem não é só pra ser maneiro. É certo que é necessário você estar atualizado e manter contato com as pessoas quando isso não é possível pessoalmente, mas todos se tornaram escravos do contato virtual. O físico foi substituído pela rede. Com tanta facilidade que a internet traz pras nossas vidas, eu esperava mais de todo mundo ao usá-la.
Ela veio para nos evoluir como seres ou nos regredir como humanos?
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| Tô cansado de tanta caretice, tanta babaquice. Desta eterna falta do que falar. |

Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirTexto perfeito que critica e retrata com exatidão as conexões sintéticas entre as pessoas estabelecidas atualmente. Triste, porém verdadeiro.
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