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fevereiro 16, 2014

Tudo que você precisa saber antes de gostar de mim

Escrevo muito. Quando a inspiração vem, eu paro tudo o que estou fazendo pra escrever. Se você gosta de atenção o tempo todo, saiba que não gosto que me atrapalhem quando faço algo.
Pareço estar brava ou preocupada sempre mas, apenas aparento.
Raramente eu brigo ou me estresso com alguém.
Não me importo muito. Sou tranquila em relação a tudo.
Gosto de falar mas, também gosto de ficar quieta e escutar.
Durmo o tempo todo e babo, como todas as outras pessoas.
Sim, eu babo e acordo com uma cara horrível.
Portanto, se você espera acordar ao lado de uma garota aparentemente linda essa não sou eu.
Mas minha alma é incrível, de verdade.
Odeio que me limitem. Tanto em relação a atitudes quanto a palavras.
Acho que existem muitas energias na terra movendo os homens e seus sentimentos.
Música é tudo.
Tenho ciúmes dos meus livros, e aprendi isso com uma das minhas melhores amigas.
Sou paciente demais.
Gosto de ficar sozinha. Porém, preciso de alguém.
Gosto de sair.
Ar livre, lua, estrelas, vento.
Não ligo pras coisas que me fazem mal.
Sou sincera, direta e machuco.
Acredito em misticismo e astrologia.
Tenho muitos amuletos e superstições.
Gosto de ser livre.
Tenho momentos de solidão, mas ao mesmo tempo sinto-me carente.
AQUARIANA.
Fácil de lidar. Difícil de segurar.



fevereiro 04, 2014

Evolução ou regressão?

Hoje eu “tô” crítica. É cada coisa que vejo nas redes sociais que me dão fastio. Pra mim, modinha é uma coisa que sempre existiu. Um rápido apanhado de fatos nos mostram grupinhos sociais sobrelevados em diferentes épocas e não preciso citá-los já que isso não é nenhum texto histórico. Acontece que a internet modificou toda a graça das novidades. Não sei se é uma coisa minha, mas eu ainda prefiro práticas antigas quase esquecidas nos dias de hoje (se eu prefiro é uma coisa minha, mas enfim). Os gostos sempre existiram e as rixas entre grupos também. Acontece que hoje é tudo muito globalizado. As pessoas encontram na internet sua identidade e esquecem dos valores da vida. E não sei se isso é bom ou ruim. Acredito que assim, muitos se criam de acordo com o momento e situações vividas por geral. Cada um procura seu gosto, seu grupo, suas festas, tudo virtualmente. O contato se tornou primeiro virtual e depois real, e prefiro primeiro ouvir a voz da pessoa e depois teclar com ela. Agora vamos acompanham um diálogo comum:

- Conhece fulana?
- Tenho ela no “face”. É uma p***.

MAIS QUE RAIO DE CONHECER É ESSE? (Desculpem, no ódio acabei escrevendo “mais” no lugar de “mas” e isso apenas é aceitável quando se está com raiva). É sério. Você só conhece alguém e sabe quem ela é quando você convive com ela. Boatos são boatos. As pessoas se julgam muito facilmente por simplesmente tê-las adicionadas em um círculo. Todo mundo sabe da vida de todo mundo com apenas um clique. Eu queria saber como eram as coisas antigamente em relação a escolhas e gostos. Reuniões após as aulas, encontros no parque de sábado à tarde, cartazes espalhados em murais das escolas, divulgações orais. Hoje, as pessoas só querem chegar em casa e ligar o computador. OU PIOR, usar o “wi-fi” pra porra do celular e teclar com pessoas que você viu no dia, mas não conversou pessoalmente porque é retardado (tipo aquele paquera que “ai fiquei com vergonha, pelo whats é mais fácil”). E aquele filho do satanás que te convida pra centenas de eventos podres feitos em fundo de garagem jurando que te conhece e que você vai só porque confirmou? Eu “tô” cansada disso. As pessoas não escutam vozes pelo telefone, elas trocam mensagens. É fácil escrever ao invés de olhar nos olhos e falar. Elas curtem fotos ao invés de curtirem momentos. Elas brigam por gostos musicais como se isso fosse levar a algum lugar. Elas se transformam pra agradar. Já deu de você ser quem não é só pra ser maneiro. É certo que é necessário você estar atualizado e manter contato com as pessoas quando isso não é possível pessoalmente, mas todos se tornaram escravos do contato virtual. O físico foi substituído pela rede. Com tanta facilidade que a internet traz pras nossas vidas, eu esperava mais de todo mundo ao usá-la.


Ela veio para nos evoluir como seres ou nos regredir como humanos?

Tô cansado de tanta caretice, tanta babaquice. Desta eterna falta do que falar.

janeiro 31, 2014

Os rascunhos voltaram a ser rascunhos

Era uma tarde de quinta-feira quente. Movimentada porém vazia. A garota passou aquele mesmo perfume atrás das orelhas para encontrá-lo. Foi tudo muito divertido, ela riu, sentiu a natureza ao seu redor, olhou o céu sem pressa e pode tocar o seu amado inúmeras vezes. Em vão. Ela não se sentia bem em estar ali. Faltava o desejo. Sentia-se só em meio às pessoas e totalmente ignorada. Ela pensou em beijá-lo diversas vezes, mas o garoto mal olhava em seus olhos. Ele não a tocava. Ele não a beijou como ela havia imaginado. O garoto não fez ela se sentir melhor do que a noite passada, onde ela estava sendo desejada de uma forma nunca sentida antes. E quando finalmente se despediram, ela não sentiu vontade de tê-lo novamente. Apenas fechou os olhos, suspirou com dor no coração e sentiu-se bem por aceitar um amor não correspondido. A questão é até quando ela aguentará viver com a ideia de que o garoto que ela tanto ama deverá ser esquecido por proteção própria. Mesmo quando o coração quer dizer fica, a mente sofrida diz vá.

janeiro 27, 2014

O que você quiser compreender

Acho que não queria alguém interessante na minha vida. E quando a gente menos quer, pessoas incríveis aparecem. É uma espécie de necessidade. A gente acaba encontrando nas pessoas coisas que faltam na maioria das pessoas. A gente acaba criando afeto. A gente acaba querendo uma companhia equipolente. E acontece! Ainda mais quando os astros conspiram a favor. Na verdade não conspiram, mas certas coisas giram por nós. Eu fico imaginando como duas pessoas que se viram há uns cinco anos conseguem se encaixar tão bem. As ideias. Os gostos. A conversa. Talvez sejam nossas mentes abertas. E gosto de gente assim. Só não gosto da ideia de ter te sentido apenas uma vez na vida de um jeito meio bizarro. Não sei se você vai se lembrar, mas eu lembro. Do seu corte de cabelo. Da roupa amarrotada. Do coração que você fez ao passar por mim e ver que meus olhos o seguiam. Algumas vezes sem querer, imaginei um novo beijo. E mesmo não querendo, você me faz querer. Não que seja exagero ou paixão eu dizer uma coisa dessas, pode até ser apenas uma idealização minha, mas sinto que sua aura é diferente de muitas outras que conheci. Eu apenas quero te descobrir. Não se assuste e não leve nada muito a sério, gosto de jogar nas palavras todo tipo de sentimento e você o interpreta como bem quiser, eu apenas precisava dizer.


janeiro 23, 2014

Mesmice alheia

Os amigos são os mesmos. O quarto tem o mesmo cheiro. As unhas estão pintadas da mesma cor escura de sempre. Ainda usa o mesmo óculos e corte de cabelo. O caderno azul onde escreve seus desabafos continua ao lado da cama. Porém, a garota que ia para balada quase todos os finais de semana, agora lê, trancada em seu refúgio pouco iluminado. Em dias de lua, principalmente. Ela apaga as luzes, acende seu incenso de flores e recebe o brilho do luar por horas. Às vezes canta, às vezes chora, às vezes escreve. Sempre sozinha. Tudo está muito superficial. 
As pessoas vivem todos os dias um roteiro, prescritos por elas mesmas. E não arriscam mudar nada. Apenas se fingem e está tudo bem. Se algo fora do plano acontece, tudo desaba e aquele lado bom que a coisa teria, fica perdido. Poucos realmente encaram problemas, o resto só reclama e quer se livrar deles. Essas mentes atarantadas escondem nas próprias peles secas o que possuem de melhor. E há negatividade dentro de muitos corações. 
A garota não quer viver em lugares onde as pessoas não são. Por isso, sua própria mente tem sido companheira nos últimos meses. A companhia realmente desejada, porque não há o que esconder de você mesmo. E sinceramente, ela se sente melhor sozinha. 


janeiro 20, 2014

A-M-O-R

Amor. Palavra engraçada onde as pessoas baseiam suas vidas. Assim como a felicidade, estamos sempre em busca do amor. Palavra engraçada. Assim quando se repete uma palavra qualquer várias vezes e ela soa estranho. Diferentes maneiras. Amor com R puxado, dizem os caipiras. Amor com R tremido, dizem os gaúchos (e até os paulistanos). Amor com R fechado, falam os mineiros e os nordestinos. Já o amor com R meloso, são dos cariocas.
Mas afinal, onde está o bendito amor?
Com isso não digo que o amor não existe, mas geralmente ele some. Hoje, falta amor em tudo. Amor na família. Amor nas atitudes. Amor entre as pessoas desconhecidas. Amor entre os amigos. Amor pelas coisas simples do dia-a-dia. Amor entre homem e mulher - ou mulher e mulher, ou homem e homem. Falta amor próprio. E essa última acaba decepcionando mais. Se você não está contente consigo é sinal de que falta amor e que a mudança é sim necessária quando amamos. Quando amamos nós mesmos.
O que você quer pra você coração?
Amor. Sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição. Sinta afeição por si. Assim surgirá:
Amor livre.
Amor cortês.
Amor platônico.
Amor afetivo.
Amor fraternal.
Amor Eros.
Amor amor.
Pois é, tanto amor e ninguém o vê.
Talvez o mundo fosse mais feliz se esse sentimento fosse compartilhado e reconhecido.
E qualquer tipo de amor existisse para todos.
Qualquer amor.


janeiro 17, 2014

Inspirada na madrugada

As pessoas são bem estúpidas.
Não sei como acabam se apaixonando umas pelas outras.
Acho que assim podem compartilhar um pouco de estupidez.
Ou um pouco de suas atitudes monótonas.
São sempre as mesmas almas vazias saindo nas noites de sábado buscando um preenchimento.
E eu, sinceramente, prefiro ser preenchida pelo brilho do luar.
Que mesmo longe me toca intensamente.
E me faz pensar porque as pessoas são tão diferentes do que são, ao se relacionarem.
Certamente, o brilho continua o mesmo. 
As vezes se esconde.
Mas sempre o mesmo.
Talvez esse seja o meu erro.
Ser sempre eu.
E não como os outros pensavam que eu fosse.
Pensar sobre como sou, decepciona ao conhecer quem sou.
Assim, acabo me tornando solitária.
Como a lua na imensidão do universo.