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julho 09, 2014

As palavras

Me digam, o que são essas letras unidas que atribuem um sentido?
Eu, mesmo com o prazer de escrever, já não acredito em uma palavra que digito ou escuto.
Elas são tão fáceis. Tão fúteis.
Sinceramente, estou cansada de ler tanta baboseira.
Afinal, essas palavras deveriam ter um sentido além-vocabulário.
Você simplesmente escreve o que quer que alguém leia.
Fala o que quer que alguém escute.
Portanto, pode falar, pode escrever.
Nada em mim mudará.
Mas, o que você sente?

É difícil ser apaixonada pelas pessoas e pelas palavras, por ter que lidar com elas.
Não adianta, eu não acredito em mais nada do que elas dizem.
A questão agora, é agir com o que vem de dentro.

julho 07, 2014

"Como o fim de um bom espetáculo..."

Eu queria saber se, ao deitar sua cabeça no travesseiro e fechar os olhos, você me vê. Porque eu te vejo. E vejo nossos momentos felizes se repetirem todas as noites. Foram tantas coisas que me confundo com realidade e sonho, por tamanha felicidade. Então preciso abrir meus olhos, e o teto escuro iluminado por pequenas estrelas postiças me serve como uma tela de cinema que reproduz a analepse dolorosa.
Eu adorava tudo aquilo. 
O modo de como me fazia rir. 
Me fazia cantar. 
Me fazia sonhar. 
E mesmo com tanto tempo, tudo se foi tão de repente. 
Como o fim de um bom espetáculo, onde sempre pedimos bis. 

junho 15, 2014

Apesar de você: PRIMEIRO CAPÍTULO [2]

[...]
Comecei a comer meu pedaço de bolo, e vi com o canto dos olhos que ele me encarava ininterruptamente. Era complicado agir normalmente daquele jeito, então comi delicadamente para evitar que algum farelo saltasse da minha boca. Ele pegou o pedaço restante no pote e misturou com algumas mastigadas de salgadinho. Achei estranho, mas eu também sempre fazia essas misturebas. Algumas me davam dores de estômago insuportáveis, como iogurte e paçoca. Parece que pisquei os olhos e o sinal tocou. Foi o intervalo mais rápido de todos os anos do colégio. Aos poucos, a galera chegava na sala. Achei que Cadu iria levantar, mas continuou ao me lado, mastigando, mastigando, engolindo, mastigando. Eu escutava todos os seus sons. Não costumava ficar quieta ao lado de garotos, na verdade, ao lado de ninguém. Mas dessa vez, eu não conseguia falar nada, apenas o olhava e sorria sutilmente.
Todos que entravam dirigiam os olhos diretamente para nós dois. Era até engraçado, e Cadu parecia se divertir. Notei que ele sorria e abaixava a cabeça, um pouco envergonhado, quando éramos o centro das atenções por um instante. Até Luna entrar na sala e encostar na porta, nos olhando:
- Quem você pensa que é pra comer o meu pedaço de bolo?
Ele ficou sério e parou de comer imediatamente. Olhando para ela, Cadu colocou o pedaço de bolo quase acabado no pote, se levantou e ajeitou a cadeira. Retornou ao seu canto solitário novamente com aqueles pulinhos desengonçados. Sem dizer absolutamente nada, Luna seguiu com os olhos todos os movimentos de Cadu, que a ignorou, deixando-a mais irritada. Eu sinceramente achei que fosse uma brincadeira. Luna sempre come meus bolos reclamando, porque diabos ela implicou que o queria tanto? Ela caminhou até a carteira à minha frente, olhando para ele com a cara fechada. Encarei-a, com as sobrancelhas franzidas e comecei a rir.

junho 11, 2014

O que eu ouvi hoje sobre "A culpa é das estrelas"

Olá queridos, sei que estou sumida mas a semana de provas acabou e agora está tudo bem, como sempre. Foda-se. Enfim, hoje estava tranquilamente entediada no Facebook e vi algumas meninas compartilhando fotos do filme "A culpa é das estrelas" em um grupo de poesias, beleza. Até que uma delas, QUE ALIÁS EU CONHEÇO, postou a seguinte frase:
- Será que eu preciso ter câncer pra você ver que eu existo?
Na hora eu parei.
Fiquei parada.
Respirei e contei até 10.
Eu juro que fiquei até zonza quando li aquilo.
Primeiro que não entendi. Fiquei pensando porque diabos esse menina postou um negócio desse. Depois quis matá-la. Juro. Eu até acho que ela deveria ser ignorada mas ai pensei melhor e imaginei se há outras garotas como essa por aí.
Eu até imaginei que isso aconteceria, depois achei impossível. Que ilusões seriam criadas ao ver uma histórinha meiga nas telas do cinema. (Isso que nem assisti ao filme ainda). Tipo "Agora e para sempre". O filme é lindo, mas fala sério, quem quer viver com uma doença? Eu já não sei mais o que esperar das pessoas depois que li isso.
Ah! E antes que eu me esqueça, enviarei para ela meu livro (que ganhei do meu melhor amigo) da Esther Grace Earl: "A estrela que nunca vai se apagar", que inspirou o John a escrever a história e a criar a Hazel. O livro é o diário da Esther. Nele não há nenhum garoto, ela nem chegou a dar seu primeiro beijo, que tanto desejava. Se alguém se interessar, leia mais aqui: http://tswgo.org/index.html e veja algumas imagens aqui: http://tswgo.tumblr.com/ (tudo in english).

Mas enfim, era só um desabafo. Achei que esse filme iria mostrar o quão dura é a realidade de adolescentes com câncer. Mas parece essa garota não percebeu. Ou ela está doente psicologicamente ou é ignorante demais pra perceber isso. Por favor, sai desse computador e vai viver. Aproveita que você tem saúde (eu espero). Eu não desejaria isso nunca na vida. Nem a mim, nem a ninguém.

maio 23, 2014

É apenas tudo o que elas querem


Caros rapazes, 

Quero pedir de coração,
Eu sei que são capazes
e que ainda existe emoção.

Já ouviu a palavra surpreenda-se?
Você mal sabe como pode sentir-se.
Primeiro, apaixone-se.
Mas de verdade.
Corra o risco.

Tenha vontade. 
Vontade de abraçar, 
Não apenas transar.
Sei que é raridade
Mas criar sentimento é felicidade. 

Não se preocupe com os machucados.
Eles curam.
Depois disso,

Elas querem aquela ligação inesperada.
Elas querem que diga: Nossa, como está linda!
Elas querem o desejo.
Elas querem que você sorria.
Elas querem companhia.
É apenas isso.
Tudo que elas querem.
Basta.

maio 18, 2014

Apesar de você: PRIMEIRO CAPÍTULO [1]

PRIMEIRO CAPÍTULO
Quando cheguei à sala de aula, avistei um garoto sozinho no canto oposto ao meu sem falar com ninguém. Sentei-me na última carteira do canto esquerdo e cumprimentei todos ao redor, questionando-os:
- Quem é aquele?
- Aluno novo, transferido de São Paulo. Estranho à beça – respondeu Luna, minha melhor amiga. Com aqueles olhões azuis, pequena de altura e com os cabelos loiros escorridos acima dos ombros, era uma das garotas mais bonitas do colégio.
Comecei a observá-lo e o professor de Literatura entrou na classe fazendo aquele escândalo de sempre sobre o “livro da semana”. Ano de vestibular é foda. Apenas me concentrei naquele misterioso garoto branco de cabelos escuros caídos sobre os olhos. Ele era lindo e não tinha nada de estranho, apenas era diferente. Senti alguém me cutucando e voltei à atenção ao professor que ainda falava sobre o bendito livro, dessa vez, diretamente para mim.

maio 16, 2014

10 dias sem postar

Olá amantes, desculpem a ausência. Estou à duas semanas das provas oficiais do semestre e tenho a mania de começar a estudar antes para me sair bem (apesar de não precisar tanto de nota). Preciso de ajuda para terminar um painel de 2 metros de arte moderna, quem vem?
Tenho 30 páginas escritas da série, amanhã posto um pouco mais pra vocês, gosto de deixar as pessoas na expectativa.
Agora um, dos meus 354587541 sentimentos escritos nesses dias.

"Se for para fazer mal.

Se for para fazer mal, saia já da minha vida.
Eu não sou aquela velha boneca da sua irmã que
você escondia e a rabiscava o tempo todo.
Dos meus passos e dos meus traços, eu decido.
Eu não vou seguir com isso adiante se não for verdadeiro.

Se você acha que vai me magoar, saia.
Se você acha que não quer, saia.
Se você acha que vai se machucar sozinho, saia.
Se você acha que vou te machucar, fica.
Te provarei o contrário e te darei as melhore sensações que posso oferecer ao seu lado."